segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mudamos!

Apesar de eu ter dito que não conseguia ver O Guaxinim no wordpress, porque ele é um caderninho sem pretensões, fiz agora há pouco a mudança para lá.
Me enervei um pouco com o blogspot quando tive que mexer no html do post anterior para a foto me obedecer e ficar no lugar que eu queria. Entonces, tchau!

Bom... não é só isso!
Tá mais que na hora de experimentar algumas sofisticações do wordpress...

Nos vemos lá no http://guaxinices.wordpress.com

Beijo!

sábado, 10 de outubro de 2009

Na Avenida Sumaré...

... tem pitangueiras, amoreiras, sibipirunas, ipês e umas árvores retorcidas que eu não sei o nome! Tem uma subida que a gente não percebe de carro, mas que quando faz caminhando, tem vontade de abraçar as colunas do viaduto do metrô - que é onde ela termina (foto).

Tem também um apartamento no sétimo andar de um prédio, onde há uns dois meses mora esta que vos escreve. Lá, já tem quadros, sofás, estante, enfeites, puffs e camas. Armário, geladeira, máquina de lavar roupa, tevê. Tem tomadas novas e branquinhas, que entraram no lugar das velhas e cinzas, graças ao carinho de um padrinho, que também pôs varal, prateleiras bonitinhas, luminárias, luzes que transformaram o banheiro num camarim, porta-toalhas, e tentou tirar o chuveiro da parede daquilo que se quer transformar em lavabo (só que o teimoso não saiu, porque o registro estava espanado. Mas isso é outra história).

Tem internet rápida (e aberta para a geral) e um fogão que está na caixa há uns 40 dias, porque a moradora do apartamento não é muito de fazer comida mesmo e tem preguiça de ficar em casa no sábado pro moço da assistência técnica ir instalar. Ah... tem mesinha de boteco e azulejo de arvorezinha na cozinha - tão bonitinho que só vendo mesmo. E a sanduicheira e a cafeteira, que são os eletrodomésticos que mais trabalham na casa.

Na porta de entrada tem uma correntinha de passarinhos de origami azuis.
Três das quatro chaves que foram feitas ficam na portaria e apenas uma no chaveiro da dona do ap- elas foram indo pra lá por motivos diversos e não voltam porque dificilmente vai-se tomar a iniciativa de descer só para resolver isso. Tem um copo de liquidificador, separado de sua base, que ainda está na casa antiga. E dois bules no jogo de louça, por mais que nunca se tenha usado nenhum.

Assim como a avenida, o apartamento é cheio de plantas. Só não sabemos se elas sobreviverão ao banho de água com omo que tomaram hoje cedo- pois estavam no tanque na hora em que a máquina de lavar entrou no enxague. Torçamos =)




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Silly, mas fazia tempo que eu queria escrever sobre o Ap!
Agora... tá na hora de vencer a preguiça e deixá-lo um pouco, para ir dar uma volta por sp!

Bisou!



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A verdade é um assunto que sempre me intrigou. Por ter essa coisa de poder ser mais de uma, como retrata esta poesia do Drummond. Me acalmaria se ela pudesse ser absoluta, no estilo "mundo das ideias", mas não... O engraçado é que foi também a poesia (não alguma específica, mas o gênero), que me fez voltar para esse papo de doido.

Estou lendo, sem pressa ou constância, três livros muito bons (O Amor nos tempos do cólera; O Ovo Apunhalado; A rosa do povo - romance, conto e poesia). Com tantas frases boas na cabeça, eu comecei a questionar a "quantidade" de verdade das coisas, porque cabe muita verdade nessas peças não factuais. Eu sempre tive consciência de que existe um mundo feito nas entrelinhas, mas o que eu estou percebendo agora é que ele é tão sólido quanto o outro.

É claro que não se pode comparar a verdade dos fatos com a literária, mas é que a segunda pode usar também a sugestão para se manifestar, pode contar com o não dito, enquanto a primeira vive só de precisão.

Acho que comecei a escrever esse post porque me incomoda o o pouco crédito atribuído ao que não é preciso. Algumas frases do Caio Fernando Abreu tinham que sair no jornal, como manchete. (É claro que não.... eu sei). O que estou querendo dizer é que deveria haver um equilíbrio melhor entre as verdades simbólicas e as factuais na nossa vida. Acho que a gente deve ler poesia e romance com a mesma seriedade e pelo mesmo motivo que lê jornal - para se informar sobre o mundo.


Outras verdades:
- eu não sei o que fazer com este blog
- o blogspot é mesmo muito ruim, mas eu simplesmente não consigo ver o guaxinim no wordpress
- provavelmente, vou ficar outros 08 meses sem blogar aqui...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Paula, de Isabel Allende

Ontem eu terminei a leitura de Paula.

Ainda é cedo para arriscar uma resenha. Posso dizer somente que este livro mudou o tom da narradora que conversa comigo, dentro da minha cabeça.
Ela está mais profunda, levo-a mais a sério, pois aprendeu muito com essa leitura.

Não pude sublinhar Paula, pois o exemplar era emprestado. A frase que me vem à mente agora é do fina do livro:

"O problema da ficção é que ela tem que ser verossímil, quando a realidade raramente o é."

Esta frase não é a frase do livro. Ele tem muito mais bifurcações que isso, mas é a que eu tenho para trazer agora.

Estou decidida a comprar alguns exemplares na versão pocket, reler e subinhar se tiver tempo, mas principalmente libertar via livro livre, para que mais gente possa gozar do bem à cabeça que este livro faz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

1 ano e 3 meses de anotações sobre mim

Há algum tempo falei com minha avó pelo telefone e ela deu uma notícia super inusitada: descobriu que a homeopata que atende na sala ao lado à dela foi a segunda pessoa que me tocou na vida e também minha médica nos primeiros 15 meses de existência.

Dessa convivência sobraram os prontuários de atendimento, rigorosamente gurdados pela Dra. Percy, apesar dos mais de 2o anos que nos separam de nosso último encontro.

Neste final de semana, fui à casa da minha avó, que como qualquer avó coruja, tirou cópias e mais cópias daqueles prontuários.

Concluí duas coisas interessantes:

- A homeopatia é mesmo uma coisa muito interessante e preciso voltar a ter um homeopata. O cuidado das anotações da Dra. Percy é incrível.

- Eu devo ter sido uma criança muito engraçada.

Bom... amanhã eu continuo!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Microconto 2009-2

Há! De novo:

- Cansada de preces, pediu apenas licença e saiu de mansinho.

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Já publiquei aqui, mas nunca é demais:
"A prece mais profunda não é a que pede. A prece mais profunda é a que não pede mais"
C. Lispector

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Microconto - voltamos =)

Vou tentar retomar muita coisa em 2009.
O ano parece que só começou agora, depois de tanto furacão: árvore caindo em cima da casa dos meus pais; uma revista e um campus party pra fazer; um apartamento pra entregar. Ainda está faltando fazer um artigo sobre o Direito à Conexão... vamos com calma!

Me agradam coisas fora do seu tempo. Vou fazer agora a minha lista de resoluções de ano novo:

Há... é secreta, né!
Vou escrevendo o que for conseguindo, ou não!

Bom, comecemos pela mais simples:

Saudade
- Com ele longe, suas células passavam de borboletas a caquinhos de vidro.

UPDATE
Achei piegas e mudei para:
- A ausência transformou a borboleta em caquinhos de vidro.