segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A verdade é um assunto que sempre me intrigou. Por ter essa coisa de poder ser mais de uma, como retrata esta poesia do Drummond. Me acalmaria se ela pudesse ser absoluta, no estilo "mundo das ideias", mas não... O engraçado é que foi também a poesia (não alguma específica, mas o gênero), que me fez voltar para esse papo de doido.

Estou lendo, sem pressa ou constância, três livros muito bons (O Amor nos tempos do cólera; O Ovo Apunhalado; A rosa do povo - romance, conto e poesia). Com tantas frases boas na cabeça, eu comecei a questionar a "quantidade" de verdade das coisas, porque cabe muita verdade nessas peças não factuais. Eu sempre tive consciência de que existe um mundo feito nas entrelinhas, mas o que eu estou percebendo agora é que ele é tão sólido quanto o outro.

É claro que não se pode comparar a verdade dos fatos com a literária, mas é que a segunda pode usar também a sugestão para se manifestar, pode contar com o não dito, enquanto a primeira vive só de precisão.

Acho que comecei a escrever esse post porque me incomoda o o pouco crédito atribuído ao que não é preciso. Algumas frases do Caio Fernando Abreu tinham que sair no jornal, como manchete. (É claro que não.... eu sei). O que estou querendo dizer é que deveria haver um equilíbrio melhor entre as verdades simbólicas e as factuais na nossa vida. Acho que a gente deve ler poesia e romance com a mesma seriedade e pelo mesmo motivo que lê jornal - para se informar sobre o mundo.


Outras verdades:
- eu não sei o que fazer com este blog
- o blogspot é mesmo muito ruim, mas eu simplesmente não consigo ver o guaxinim no wordpress
- provavelmente, vou ficar outros 08 meses sem blogar aqui...

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