domingo, 19 de outubro de 2008

Um guaxinim na Mostra - I

Esse título tem aquele "I" porque eu pretendo escrever mais sobre a 32ªMostra Internacional de Cinema aqui no Blog, apesar da minha estréia um tanto desastrosa.

A Mostra é um evento muito, mas muito interessante, que deve dar um trabalhão para fazer. Reúne filmes de vários países do mundo e ainda por cima traz os diretores de alguns deles para realização de debates. Quem já organizou qualquer tipo de evento deve ter frio na espinha só de pensar em conciliar a agenda dessa galera toda, de todos os cantos do mundo.

Eu não trabalho com ou estudei cinema. Fiz duas disciplinas sobre linguagem cinematográfica na faculdade, na verdade, mas nada que faça de mim alguém habilitado para falar com propriedade do assunto.

Bom, mesmo assim, eu comemoro que existam eventos assim! Ter a oportunidade de assistir a filmes de lugares fora do eixão comercial é poder ver também a relação de povos que conhecemos pouco com a arte.

Antes de ir assistir ao filme que eu vi, eu diria que é uma oportunidade de conhecer o modo de vida destes outros povos, mas dizer isso seria um engano.

Escolhi o filme "O Canto dos Pássaros" porque ele é catalão. Eu já fui a Barcelona e fiquei totalmente apaixonada pela cidade. Imaginei que o filme seria colorido, barulhento e alegre como seu lugar de origem - mas era completamente o contrário.
Sem trilha, em preto e branco, com pouquíssimos diálogos e planos de até dez minutos com a câmera parada! Todas (ou quase todas) as cenas, aliás, eram com a câmera parada. O único momento em que houve uma trilha foi mais de uma hora depois início do filme. As cenas noturnas e externas eram mal iluminadas, como se você as tivesse observando de longe.
Como nós leigos podemos de um filme assim, ele acabou abruptamente sem quem ninguém entendesse nada. (Que porra é essa? - foi o primeiro comentário que eu ouvi entre o burburinho na saída).

Achei legal ter ficado até o final. É claro que o filme foi chato, mas acho que sempre é bom se submeter a narrativas diferentes. Também gostei porque quando for assistir a filmes de lugares que ainda não fui vou ter consciência de que ele não representa o estado de espírito do povo de seu país de origem e talvez nem uma parcela da realidade dele (como fazem alguns filmes nacionais)!

No final das contas, valeu a pena!

Quando eu fechar minha programação para acompanhar outros filmes, posto aqui!

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